Um homem de 45 anos foi autuado em flagrante, na sexta-feira (16), pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Vitória da Conquista (DRFR/Conquista), por posse irregular de munição de uso permitido. A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar, no âmbito de uma investigação de estelionato que já soma prejuízo superior a R$ 1 milhão.

A diligência foi realizada na residência do investigado, no bairro Candeias, e integra o inquérito que apura sucessivas práticas de estelionato mediante emissão de cheques sem provisão de fundos, apropriação de valores de financiamentos pagos por vítimas e negociações fraudulentas envolvendo veículos automotores, com prejuízo acumulado superior a R$ 1.373.000,00.

Durante o cumprimento do mandado, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos de veículos, dezenas de chaves automotivas, folhas de cheque, munições e outros itens que serão submetidos à análise pericial. Dois veículos vinculados ao investigado também foram recolhidos. O homem foi conduzido à sede da DRFR/DEIC, onde teve o flagrante lavrado. Após os procedimentos legais, pagou a fiança arbitrada e foi liberado.

As investigações sobre os crimes de estelionato seguem em andamento, com análise dos materiais apreendidos e oitiva das vítimas, a fim de esclarecer todos os delitos e identificar outros possíveis envolvidos.

Uma mulher de 44 anos foi indiciada por exercício ilegal da medicina e lesão corporal grave, após uma ação conjunta entre a Polícia Civil da Bahia e a Vigilância Sanitária de Vitória da Conquista, realizada na sexta-feira (07). A operação resultou na interdição de uma clínica clandestina localizada na Travessa Adriano Bernardes, no centro da cidade, onde eram realizados procedimentos estéticos sem autorização legal.

A investigação, conduzida pela 1ª Delegacia Territorial (DT) de Vitória da Conquista, foi iniciada há cerca de um mês, após denúncia de uma cliente que sofreu sequelas graves em decorrência de um procedimento estético invasivo realizado pela suspeita, em fevereiro deste ano. A perícia constatou que as lesões resultaram em deformidade permanente, com impacto estético psicológico.

A mulher se apresentava falsamente como farmacêutica e esteticista, atendendo em endereços distintos e mantendo suas redes sociais em modo privado para ocultar a atividade irregular. Durante as diligências, foi localizada em uma clínica odontológica no centro da cidade, onde havia alugado uma sala há cerca de três meses. O local foi interditado pela Vigilância Sanitária municipal devido a diversas irregularidades, incluindo a presença de produtos vencidos e ausência de licença sanitária. Durante o interrogatório, a investigada permaneceu em silêncio. Foi confirmado que ela não possui formação superior e responderá por lesão corporal grave e exercício ilegal da medicina. As investigações seguem em curso, para verificar a existência de outras vítimas.

O Tribunal do Júri da comarca de Vitória da Conquista condenou ontem, dia 6, Alex França Silva a 21 anos, dez meses e quinze dias de prisão pelo homicídio qualificado de Josué Gonçalves Costa.

Segundo a acusação do Ministério Público do Estado da Bahia, sustentada pelo promotor de Justiça José Junseira Almeida de Oliveira, o crime foi cometido no dia 25 de dezembro de 2008, por motivo fútil e com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.

As investigações apontaram que, naquele dia, por volta das 19h30, Josué Gonçalves Costa caminhava no bairro do Alto Maron em companhia de um amigo, quando foi interpelado por Alex França e outro homem.

Esses dois pediram dinheiro a Josué e ao amigo para ingerirem bebida alcoólica, mas Josué negou o pedido e afirmou que não entregaria qualquer quantia. Alex França, por não aceitar a resistência da vítima, desferiu-lhe um golpe de faca que foi determinante para sua morte.